Angelo Varela / ALMT
O deputado estadual Chico Guarnieri (PRD) cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira (16), onde acompanha debates sobre a distribuição de energia em Mato Grosso e sobre a chamada moratória da soja. Ele integra a Comissão Especial da Assembleia Legislativa (ALMT) que analisa a renovação — ou até a reversão — da concessão da Energisa, responsável pelo fornecimento de eletricidade no estado.
Pela manhã, o grupo tem encontros com representantes do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O objetivo é discutir a qualidade do serviço prestado pela concessionária, cujas tarifas e interrupções frequentes vêm gerando reclamações. O atual contrato de concessão vence em 2027.
“A empresa tem lucros expressivos, mas precisa ampliar investimentos, especialmente na manutenção das redes. Além disso, as tarifas estão acima do que seria razoável”, avaliou Guarnieri.
A comissão é presidida por Max Russi (PSB), com Wilson Santos (PSB) como vice-presidente. Eduardo Botelho (União Brasil) atua como relator. Também participam Faissal Calil (Cidadania), Júlio Campos (União Brasil), Valdir Barranco (PT), além de representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Léo Bortolin e Marcus Vinícius Gregório Mundim.
À tarde, os parlamentares devem se reunir no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para acompanhar o andamento de processos relacionados à moratória da soja. Em agosto, o conselho suspendeu o acordo firmado entre tradings e entidades do setor que restringe a compra de grãos produzidos em áreas desmatadas da Amazônia, mesmo que o desmatamento tenha ocorrido dentro da legalidade. A decisão foi posteriormente derrubada pela Justiça Federal, restabelecendo o pacto.
Segundo Guarnieri, o tema precisa ser revisto para que a produção agrícola continue crescendo sem prejudicar quem cumpre a legislação ambiental.
“O produtor rural é um aliado da preservação e, ao mesmo tempo, o grande responsável por movimentar a economia. É preciso encontrar um equilíbrio, mas não podemos penalizar quem trabalha corretamente”, afirmou o parlamentar.